Atividade física como forma de inclusão – e de superação.

Inspiração, Inclusão e Superação.

No dia 8 de agosto, a judoca brasileira Rafaela Silva garantiu ao Brasil a primeira medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio. Sua trajetória de luta dentro e fora dos tatames recebeu tanto destaque quanto a vitória sobre a competidora Dorjsürengiin Sumiya, da Mongólia. E não é para menos: carioca, nascida na Cidade de Deus, uma das mais emblemáticas favelas do Rio de Janeiro, vítima de racismo e uma das beneficiadas pela Bolsa Pódio, do Ministério do Esporte, Rafaela é uma das participantes do Instituto Reação, projeto social do ex-judoca Flavio Canto que já registrou um aumento de cerca de 40% na procura por inscrições desde a vitória inspiradora da semana passada.

 

Troque o judô pelo balé e você verá como uma atividade física também foi (e é) fundamental para Wilmara Marliére, bailarina e idealizadora do Céu e Terra, projeto que oferece aulas gratuitas de dança para crianças e adolescentes e cujas atividades são realizadas em uma sala da instituição Arnaldo.

Inspiração que vem da dança

Wilmara Marliére nasceu com uma síndrome rara, chamada malformação de Arnold-Chiari, e, por consequência, chegou a perder quase 50% da audição quando era adolescente, além de ter problemas na coluna que prejudicavam o movimento e quase a deixaram tetraplégica.

Mesmo com as dificuldades, a bailarina não se afastou da dança, que começou a praticar ainda muito nova e por conta própria. Ao longo dos anos, Wilmara fez aulas em escolas de balé e montou diversos espetáculos, sendo hoje dona do título de bailarina-mestra. A doença, por sua vez, criou dificuldades, mas esses obstáculos foram sua motivação para transformar a vida de meninas com e sem deficiência auditiva. Em 1997, ela iniciou o Projeto Céu e Terra, que recebeu apoio da instituição Arnaldo. São cedidos dois espaços para as aulas do projeto, que são realizadas todas terças e quintas e são abertas ao público. “Eu dei aula no colégio Arnaldo e criei uma relação muito estreita com a instituição. São todos meus amigos e meus incentivadores. Serei sempre muito agradecida pelo apoio”, destaca Wilmara.

 

Novo método

 Wilmara precisou aprender a “ouvir” as vibrações sonoras para conseguir fazer os movimentos de balé de acordo com a música. Ela usou seu conhecimento e o somou a longos estudos sobre o sistema auditivo e propagação de ondas sonoras para criar um método para ensinar meninas com deficiência auditiva a dançarem. “Eu passei por essa dificuldade e senti a necessidade de ajudar crianças a superarem as adversidades. Me sinto muito orgulhosa por saber que hoje elas podem dançar em qualquer palco, sem nenhuma diferença em relação às meninas que escutam perfeitamente”, destaca a bailarina.

 

Além de balé, o Projeto Céu e Terra também oferece aulas gratuitas de violão para cegos. O professor é o marido de Wilmara, Weberty Marliére, que desenvolveu seu método de ensino em 2000. As vagas são limitadas.

Como ajudar

Se você se interessou pelo Projeto e quiser ajudar com doações, entre em contato com Wilmara ou Weberty através da página https://www.facebook.com/projetoceueterra/, do perfil no Instagram @wilmaramarliere ou pelo telefone (31) 99567-3936.

 

Assim como o esporte, a educação permite que você supere desafios e alcance grandes feitos. Inscreva-se em um dos cursos da Faculdade Arnaldo e comece a trilhar um caminho de sucesso.

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